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Advogado pode fazer publicidade na internet?

Carlos Silva Carlos Silva 04/09/2026 8 minutos
O advogado pode divulgar seu trabalho na internet, anunciar no Google e impulsionar conteúdos, desde que respeite as normas da OAB. Entenda o que é permitido e quais práticas podem configurar captação indevida de clientes.
Advogado pode fazer publicidade na internet?

Sim. O advogado pode divulgar seu trabalho na internet, produzir conteúdo jurídico, manter perfis profissionais nas redes sociais e utilizar anúncios pagos.

No entanto, essa publicidade deve ter caráter informativo, discreto e sóbrio. A comunicação não pode transformar a advocacia em uma atividade mercantil, induzir a contratação ou estimular conflitos apenas para captar clientes.

As principais regras estão no Provimento nº 205/2021 do Conselho Federal da OAB e no Código de Ética e Disciplina.

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O que o advogado pode divulgar na internet?

O advogado pode utilizar sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras ferramentas digitais para apresentar informações profissionais e compartilhar conteúdo jurídico.

Entre as práticas permitidas estão:

  • publicar artigos, vídeos, comentários e materiais educativos;
  • participar de lives, entrevistas e palestras;
  • manter site e perfis profissionais nas redes sociais;
  • informar áreas de atuação, formação e títulos comprováveis;
  • divulgar endereço, telefone, e-mail, WhatsApp e horário de atendimento;
  • utilizar logotipo próprio e fotografias do profissional ou do escritório;
  • responder perguntas gerais sobre temas jurídicos;
  • impulsionar conteúdos informativos;
  • utilizar Google Ads dentro dos limites éticos;
  • disponibilizar botões de contato ou direcionamento ao WhatsApp.

A regra central é que a publicação informe o público sem fazer uma oferta direta de serviços ou prometer a solução de determinado problema.

Leia também: 10 dicas de marketing para advogados

O que é proibido na publicidade da advocacia?

A publicidade não pode configurar captação indevida de clientes ou mercantilização da profissão. Por isso, devem ser evitadas práticas como:

  • divulgar preços, descontos, gratuidade ou formas de pagamento;
  • prometer resultados;
  • utilizar expressões de autoengrandecimento;
  • comparar-se com outros advogados ou escritórios;
  • afirmar ser “o melhor advogado” ou “especialista número um”;
  • divulgar resultados obtidos para promover os serviços;
  • utilizar casos concretos como forma de atrair clientes;
  • estimular pessoas a ingressarem com ações;
  • oferecer consultas gratuitas com finalidade de captação;
  • enviar mensagens em massa para pessoas que não autorizaram o contato;
  • ostentar veículos, viagens ou bens para associar sucesso financeiro à advocacia;
  • utilizar símbolos ou logotipos oficiais da OAB.

Também não é recomendável empregar frases apelativas, como “garanta seus direitos agora”, “receba sua indenização” ou “não perca dinheiro”. Dependendo do contexto, essas chamadas podem ser interpretadas como indução à contratação ou estímulo ao litígio.

O advogado pode anunciar no Google Ads?

Sim. O anexo do Provimento nº 205/2021 permite a aquisição de palavras-chave em ferramentas como o Google Ads, desde que o anúncio responda a uma busca iniciada pelo próprio usuário e respeite as regras éticas.

Isso significa que o advogado pode aparecer nos resultados de pesquisa quando alguém procura informações relacionadas à sua área de atuação. O anúncio, porém, não deve conter promessa de resultado, oferta de preço ou linguagem persuasiva voltada à contratação imediata.

Anúncio adequadoAnúncio de risco
“Advogado atuante em Direito de Família”“Divórcio rápido e garantido”
“Informações sobre revisão de contrato”“Reduza sua dívida agora”
“Escritório de advocacia em Fortaleza”“Consulta grátis. Contrate hoje”
“Conteúdo sobre benefício previdenciário”“Receba seu benefício sem demora”

O Provimento também proíbe anúncios ostensivos em plataformas de vídeo.

É permitido impulsionar publicações nas redes sociais?

Sim. O advogado pode impulsionar conteúdos no Instagram, Facebook, LinkedIn e outras redes, desde que a publicação mantenha caráter informativo e não contenha oferta direta de serviços jurídicos.

Uma publicação explicando os requisitos do divórcio extrajudicial, por exemplo, pode ser impulsionada. Já um anúncio com a frase “Está se divorciando? Contrate nosso escritório” apresenta maior risco de caracterizar captação de clientela.

A própria OAB esclarece que o impulsionamento é permitido quando preserva a sobriedade, a discrição e a finalidade informativa da comunicação. Essas orientações estão reunidas na cartilha sobre publicidade na advocacia.

O advogado pode colocar um link para o WhatsApp?

Sim. É permitido divulgar telefone, e-mail, site, WhatsApp e outros meios de contato.

Também podem ser utilizados botões como “Saiba mais”, “Clique aqui” ou “Entre em contato”, desde que não estejam acompanhados de chamadas explícitas para contratação.

O problema não está no botão de contato, mas na forma como ele é apresentado. Expressões como “contrate nossos serviços”, “procure seus direitos aqui” ou “garanta sua indenização” devem ser evitadas.

Pode responder perguntas jurídicas nas redes sociais?

O advogado pode responder dúvidas gerais e produzir conteúdos educativos. Também pode utilizar caixinhas de perguntas para explicar temas jurídicos.

Entretanto, não deve transformar a ferramenta em atendimento gratuito individualizado com o objetivo de conquistar clientes. A resposta pública deve tratar o assunto de forma geral, sem examinar detalhadamente documentos, indicar estratégia específica ou antecipar uma conclusão para o caso apresentado.

Quando a dúvida exigir análise individual, o mais adequado é informar que a resposta depende das circunstâncias e das provas disponíveis.

Pode divulgar decisões favoráveis e resultados de processos?

A divulgação de conteúdo jurídico não deve utilizar decisões favoráveis, valores recebidos ou resultados de casos patrocinados pelo advogado como forma de promoção profissional.

Também é preciso preservar o sigilo, a intimidade das partes e a dignidade da profissão. Mesmo quando o processo não estiver sob segredo de justiça, isso não significa que seu resultado possa ser usado livremente como propaganda.

O Provimento nº 205/2021 admite manifestação espontânea sobre casos cobertos pela mídia, mas essa participação deve permanecer informativa e não pode ser utilizada para oferecer atuação profissional.

Como produzir publicidade jurídica com segurança?

Antes de publicar, o advogado pode avaliar três pontos:

  1. O conteúdo informa ou tenta convencer diretamente alguém a contratar?
  2. Existe promessa, comparação, exposição de resultado ou estímulo ao litígio?
  3. A publicação preserva a sobriedade e a dignidade da advocacia?

Se o conteúdo apresenta informações jurídicas úteis, utiliza linguagem equilibrada e evita ofertas diretas, a tendência é que esteja mais alinhado às regras éticas.

Também é importante lembrar que o advogado responde pelas informações divulgadas e deve comprovar a veracidade de qualificações, títulos e demais afirmações profissionais quando solicitado pela OAB.

Conclusão

O advogado pode fazer publicidade na internet, inclusive por meio de redes sociais, sites, vídeos, Google Ads e publicações impulsionadas. A divulgação, contudo, deve permanecer informativa e não pode envolver promessa de resultado, exposição de casos, oferta de preços ou indução direta à contratação.

Uma estratégia segura é utilizar a internet para esclarecer dúvidas, demonstrar conhecimento e construir autoridade de forma gradual. Assim, o advogado amplia sua presença digital sem ultrapassar os limites éticos da profissão.

Além da comunicação, a tecnologia também pode facilitar a rotina jurídica. Com a Jurídico AI, o advogado pode analisar documentos, desenvolver estratégias e elaborar peças com mais agilidade, preservando o tempo necessário para atender clientes e produzir conteúdo jurídico de qualidade.

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Advogado pode ter perfil profissional no Instagram?

Sim. O advogado pode manter perfil profissional e publicar conteúdos jurídicos, desde que respeite a sobriedade e não utilize a rede para captar clientes de forma indevida.

Advogado pode pagar anúncio na internet?

Sim. Anúncios e impulsionamentos são permitidos, mas não podem conter oferta direta de serviços, preços, descontos ou promessa de resultado.

Advogado pode divulgar o valor da consulta?

Não na publicidade profissional. O Provimento nº 205/2021 proíbe referências a honorários, formas de pagamento, gratuidade, descontos ou reduções de preço como forma de captação.

Advogado pode mostrar depoimentos de clientes?

Essa prática deve ser evitada. Depoimentos podem expor clientes, resultados ou casos concretos e transformar a experiência profissional em instrumento de promoção e captação.

Advogado pode fazer vídeos no YouTube?

Sim. Lives e vídeos são permitidos quando possuem finalidade informativa e respeitam o sigilo, a sobriedade e as demais regras éticas da advocacia.

Carlos Silva Carlos Silva 04/09/2026

Formado em Direito e pesquisador nas áreas de Direito Civil e Tecnologia. Possui experiência prática na redação de peças jurídicas e no desenvolvimento de estratégias processuais. Atua com marketing, produção de conteúdo jurídico e SEO. Produz conteúdos que aproximam o Direito da tecnologia, com informações claras, relevantes e aplicáveis à rotina dos advogados.

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