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Por que a maioria dos advogados ainda não usa IA para todas as peças?

Pedro Tibau Pedro Tibau 03/09/2026 5 minutos
Perguntamos a mais de 4.000 advogados se usam inteligência artificial em 100% das peças que produzem. E a maioria disse que não. O motivo não tem nada a ver com a tecnologia em si — tem a ver com o uso de modelos de petição. 61%  dos advogados não usam IA em todas as peças […]
Por que a maioria dos advogados ainda não usa IA para todas as peças?

Perguntamos a mais de 4.000 advogados se usam inteligência artificial em 100% das peças que produzem. E a maioria disse que não.

O motivo não tem nada a ver com a tecnologia em si — tem a ver com o uso de modelos de petição.

61%  dos advogados não usam IA em todas as peças

39%  usam IA para produzir 100% das peças

A pergunta foi direta: “Você usa IA para fazer todas as suas peças?”. A maioria dos advogados (61%) disse que não. Apenas 39% afirmaram usar para produzir 100% do que escrevem.

Isso surpreende quem imagina que a adoção de IA na advocacia é uma questão de confiança na tecnologia. Não é. Perguntamos o porquê a quem respondeu “não”, e os dois motivos mais citados — juntos, a maior parte das respostas — giravam em torno do mesmo eixo: o modelo e o estilo próprios do advogado.

“Sigo meus modelos.”

“Temos nossos modelos também.”

Ao lado desse padrão apareceu um segundo, quase indistinguível do primeiro na prática: advogados que preferem redigir manualmente porque já construíram sua própria linguagem para o texto.

“Existem peças que eu gosto de construir. Usar a minha linguagem.”

“Pois algumas peças são simples e já tenho template.”

Juntos, modelo próprio e estilo próprio formam a explicação central por trás dos 61%. Percebam que nenhum dos dois motivos é sobre a IA em si, mas sim sobre o texto que o advogado já confia (cuja mudança pode custar caro).

Os demais motivos apareceram com menos força: preocupação com a precisão de dados como nomes e endereços (10% a 25% das respostas), uso de outras ferramentas de IA (10% a 25%), e dificuldade em inserir informações específicas do caso (menos de 10%).

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O texto que você já confia, com os dados do caso novo aplicados na hora.

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O que a própria pesquisa apontou

A análise das respostas chegou a uma conclusão direta: a IA jurídica só ganha espaço no fluxo real de trabalho quando permite que o advogado importe e utilize, com confiança, os seus próprios modelos.

“A questão aqui não é a desconfiança da IA. O profissional, simplesmente, não quer trocar um texto que ele já validou por um texto gerado do zero. Nenhum advogado bom faria essa troca (e ele não deveria precisar fazer).”

  • Pedro Tibau, cofundador e Head de Legal AI da Jurídico AI

O que isso nos fez fazer

Com base nesse achado, reforçamos o investimento na funcionalidade que permite ao advogado anexar seu próprio modelo de petição com confiança na mudança de dados e facilidade de edição (quase como um editor de código com IA, como o “Claude code” ou “Codex”, só que do advogado).

Nele, a IA aplica os dados do novo caso automaticamente, preservando a estrutura, a linguagem e a tese que já funcionaram no documento original em vez de gerar uma peça inteiramente nova.

É a diferença entre um software de gestão, que exige que o profissional se adapte à ferramenta, e o que a Jurídico AI se propõe a ser: um parceiro que se adapta ao trabalho que o advogado já sabe fazer bem.

Sobre este estudo

A maioria dos advogados usa IA em todas as peças?

Não. Na pesquisa da Jurídico AI com mais de 4.000 advogados, 61% disseram que não usam IA em todas as peças, e 39% afirmaram usar IA para produzir 100% delas.

Por que muitos advogados não usam IA em todas as peças?

Os dois motivos mais citados giram em torno do modelo e do estilo próprios do advogado. Muitos seguem seus modelos ou preferem redigir com a linguagem que já construíram.

A resistência ao uso da IA vem da desconfiança na tecnologia?

Segundo a pesquisa, não. Os motivos principais não têm relação com a IA em si, mas com o texto que o advogado já validou e no qual confia.

Quais outros motivos apareceram na pesquisa?

Com menos força, surgiram a preocupação com a precisão de dados como nomes e endereços, o uso de outras ferramentas de IA e a dificuldade de inserir informações específicas do caso.

Qual foi a principal conclusão da pesquisa?

A IA jurídica só ganha espaço no fluxo real de trabalho quando permite que o advogado importe e use, com confiança, os seus próprios modelos.

O que a Jurídico AI fez a partir desse resultado?

Reforçou o investimento na funcionalidade que permite anexar o próprio modelo de petição. A IA aplica os dados do novo caso preservando a estrutura, a linguagem e a tese do documento original.

Como é possível usar IA sem abrir mão do próprio modelo de petição?

O advogado anexa seu modelo e a IA faz a edição com os dados do caso novo, em vez de gerar uma peça do zero. Assim, o texto já validado é mantido.

Como a pesquisa foi feita?

Foi aplicada a mais de 4.000 advogados, com a pergunta central: “Você usa IA para fazer todas as suas peças?”. Os motivos de quem respondeu não foram coletados por pergunta aberta e agrupados por tema.

Pedro Tibau Pedro Tibau 03/09/2026

Co-founder e Head de Legal AI da Jurídico AI, formado pela Faculdade Nacional de Direito (FND-UFRJ) e produteiro há mais de 7 anos. O advogado que trocou a gravata para criar soluções que já melhoraram a vida de mais de meio milhão de advogados.

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